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História do cão - Marie

Marie foi nossa primeira Spitz branca fêmea. Adquirimos ela no início de 2016, para fazer companhia ao Hachiko que também é branco. Para tanto, fizemos uma busca minuciosa em canis de todo o Brasil. Não queríamos apenas comprar um exímio exemplar da raça. Queríamos também aumentar o nosso network. Mas como selecionar um bom criador, sem conhecer pessoalmente sua criação? Essa foi uma pergunta que nos fizemos. Para nós do Canil Saint Francis Legacy, tão importante quanto o padrão da raça é a saúde e a forma com que os cães são criados. Um bom pós venda é algo que também damos muito valor.

Buscamos então a opinião de uma amiga de confiança, que nos recomendou um dos canis que já havíamos previamente selecionados. Dessa forma, ficamos mais seguros e decidimos de vez prosseguir com a compra. Que alegria, adquirimos um cãozinho que a muito tempo desejávamos. Alegria que veio de maneira proporcional a ansiedade. Marie ainda era muito jovem para poder viajar de avião para Brasília. Não tinha outro jeito, tínhamos que esperar o tempo dela.

Graças a Deus, isso foi o que fizemos. Se não fosse por esse cuidado e zelo nosso, Marie poderia não ter resistido. Quem vê ela hoje, sempre feliz e animada, não consegue imaginar o susto que passamos no dia em que a recebemos. É isso mesmo pessoal. Marie até chegou bem de viagem. Mas com filhote, a vigilância tem de ser constante. Em fração de minutos tudo pode mudar. 

Pois é! Em menos de 24 horas, sua alegria contagiante logo se transformou em um pesadelo. Foi desesperador. Intuição de mãe é uma coisa né. Acordei do nada e já procurei por ela, que estava tendo convulsão ao meu lado. Corri e liguei para nosso veterinário de confiança. Que droga! O Bruno não se encontrava na cidade. Buscamos então ajuda em um hospital veterinário que nos foi indicado. Mas não tem jeito pessoal. É como eu sempre digo, você precisa ter uma equipe de confiança.

Nesse hospital fomos recebidos por um veterinário, que ao ver o seu quadro clínico, deu por certo que se tratava de um problema neurológico. Nem se quer fez exame de imagem para afirmar algo, tamanha era a “certeza” dele. Na ocasião até o questionamos se não poderia ser hipoglicemia ou algo do tipo. Suspeita que o Bruno teve inicialmente. Algo que em menos de um minuto poderia ser avaliado. Ele nem nos deu ouvidos. Decidiu internar ela para “dar soro na veia”. Pobre Marie, ficou foi ainda pior.

No dia seguinte, pegamos ela na internação e corremos para o Bruno, que constatou a hipoglicemia e também um quadro infeccioso severo. Rapidamente, ela fez um checkup completo e foi devidamente tratada. Naquele dia a minha amizade com o Bruno se fortaleceu, pois fiquei o dia inteiro ao lado dela na clínica dele. Eu disse que não arredaria o pé de lá enquanto a minha filha Marie não estivesse bem e livre de perigo.

Está certo que nem tudo que o veterinário maluco disse estava errado. Marie realmente não bate muito bem da cabeça rs. Ela é sim um dos Spitz mais engraçados que temos aqui em casa. Ela come as tiras dos chinelos olhando nos meus olhos, rosna para o pai Hugo (que ama quando ela faz isso), rouba os bebês alheios, esconde a bolinha para ninguém brincar e não para de latir até conseguir o colo da mãe quando tem visita em casa. Mas isso tudo é apenas charme. Algo que a torna única entre os demais. Já viram que para mim tem muitos filhos únicos por aqui rs.

Depois de tantas aventuras, não deu outra, nossa ligação com essa maluquinha ficou ainda mais forte. Não sei se por isso ou se pelo seu temperamento espoleta, mas hoje Marie é sem dúvida alguma um dos grandes xodós aqui de casa. Adoramos apertar suas pelancas. MarriBucho, MarriPança e MarriCreuza são alguns dos apelidos “carinhosos” que meu marido deu a ela. Hugo só coloca apelidos malucos nos que ele mais gosta. E que fique claro que é contra a minha vontade, rs! Eles vivem pentelhando um ao outro. É muito engraçada essa relação. Ele até arrumou um pinguim de pelúcia com a cara da Marie para poder trolar ela. 

Mas, por mais que tente, ele não consegue negar o seu grande potencial. É realmente inegável! Por meio dela tivemos filhotes tão incríveis como a Vanilla, dentre outros tantos. Mas não se deixem enganar pelo seu tamanho, Marie embora grandinha até hoje nunca teve uma ninhada com mais de três bebês. O que torna seus belos filhos, super exclusivos. Filhotes que quase sempre puxam seu temperamento arteiro e carismático. Talvez por isso, ela não se contente em cuidar apenas de sua prole. Marie quer sempre cuidar de todos os filhotes da casa. É a famosa Creche da Marie. É uma mãezona essa menina!

Por sua alegria, por esse imenso coração e por tudo que nos tem proporcionado, somos imensamente gratos e apaixonados. Muito obrigado por escolher a nós como família. Gratidão mesmo, Marie!


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