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História do cão - Margot

Margot é uma das Spitz black and tan mais belas que já vimos. Seu pelo macio e armado, seu narizinho 2:1 com stop marcado e seu corpinho quadradinho (1:1), são algumas de suas características físicas que encantam a todos. Seus 22 cm de altura de cernelha também a favorece muito. Mas Margot é bem mais do que nossos olhos costumam ver num primeiro momento. Ela é dotada ainda de uma série de outros atributos que se almeja quando se quer ter um exímio Spitz Alemão Anão. Características que, por falta de conhecimento do padrão da raça, o público em geral acaba inevitavelmente não se atentando.

Uma destas características é o posicionamento correto dos aprumos. Algo que vai muito além da estética, pois pode interferir na saúde e bem estar do cãozinho. Por isso, buscamos tanto sua perpetuação na raça. Em Margot, como deve ser, as pernas são fortes, retas e paralelas entre si. Ou seja, as articulações de seus cotovelos, joelhos e calcanhares não convergem nem para dentro nem para fora. Isso evita a sobrecarga destas estruturas, tanto em cães ativos quanto naqueles com sobrepeso.

Os membros de Margot exibem ainda outras duas características que, embora pareçam mínimas, fazem toda a diferença no aspecto geral de um Spitz. Detalhes que determinam sua movimentação típica, bem como sua posição de stay característica. Na Margot, como descrito no padrão da FCI, os pés são pequenos, redondos e possuem dedos bem arqueados. São quase como se fossem uma extensão de suas pernas. Isso torna seu andar extremamente exuberante. Nela observamos também que as pernas posteriores possuem articulações de joelho e calcanhar com angulações moderadas, tornando-as nítidas quando vistas de perfil. Característica que torna seu stay digno de capa de revista.

Em Margot tudo isso foi mais fácil de se avaliar porque, diferentemente do que costumamos fazer, adquirimos ela já adulta. Mas não se enganem achando que não acompanhamos o crescimento e desenvolvimento dessa querida. Muito pelo contrário. Sempre fomos muito próximos a ela. Isso mesmo. Margot pertencia a um casal de amigos nossos até os seus dois anos de vida. Amizade que, inclusive, iniciou, se fortaleceu e dura até hoje, muito por conta dela. É verdade. Nos encantamos por Margot desde o primeiro momento em que a vimos.

Por conta disso, vivíamos brincando com esses amigos, dizendo a eles que se um dia fossem vender a Margot, a gente gostaria muito de ficar com ela. Fato que felizmente para nós, logo se concretizou. “Seria um desperdício para a raça um espécime tão maravilhoso quanto ela não deixar descendentes férteis. Mas como tirar novos filhos da Margot sabendo que ela não tinha sido uma boa mãe em sua primeira ninhada? Ambos trabalhamos fora.” Estas foram as indagações desse casal de amigos. Pensamento que nós do Canil Saint Francis Legacy também compartilhamos. Criação de cães é um trabalho de dedicação intensa. 

Porém, para desespero nosso e de seus antigos donos, a vida reprodutiva de Margot quase foi abruptamente interrompida. Pois é. Quem vê seus lindos filhotes hoje não consegue imaginar que logo após sua chegada na nossa casa, Margot foi erroneamente diagnosticada com piometra. Piometra é uma infecção uterina que pode acometer as cadelas após o cio. Foi mais ou menos o que aconteceu. Era seu primeiro cio com a gente. Tínhamos cruzado ela com um machinho maravilhoso. Não podíamos estar mais felizes. Só faltava a ecografia para confirmar a gestação. Mas quis o destino que ao invés de filhotes, fossemos surpreendidos com esse diagnóstico.

“Não tem jeito”, disse o ecografista que a atendeu. “É preciso castrar ela o quanto antes”. Visão similar à de praticamente 100% dos médicos veterinários de Brasília. Mas nosso veterinário de confiança, o Bruno, realmente é diferenciado. Liguei pra ele e ele disse: “Calma Patrícia, isso pode ser apenas uma mucometra. Vamos fazer um hemograma antes de submetê-la a castração”. De fato, Margot não tinha nenhuma infecção. Seu hemograma estava absolutamente normal, assim como a segunda ecografia que ele solicitou para tirar essa dúvida. Nem medicação ela precisou tomar.

Graças a ele, hoje Margot é a principal fêmea aqui de casa. Todos que a veem perguntam: “Meu filhote vai ficar igual a ela?” Mesmo ela não parando de latir no pé desses clientes em busca de carinho. Comportamento que é a sua marca registrada. Como assim? Você não vai me dar carinho? Como se atreve a parar de me acariciar? Ela deve pensar. Atitude, que curiosamente, ela nunca demonstra fora de casa. Na rua a danadinha é uma completa dama. Vocês precisam ver. É muito engraçado.

Margot realmente é especial. É tanto que decidimos ficar com todas as suas filhas. E sim. Margot se tornou uma ótima mãe. Mãe boa até demais, em algumas situações. Ela é a única, dentre as inúmeras fêmeas que já tivemos, que não deixa o Santiago e a Serena chegar perto de seus bebês. Por tudo isso que você vem nos proporcionando e, principalmente, por seu temperamento doce, amável, carente e rabugento, te agradecemos muito Margolet.


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